A proliferação de blogs é um fenómeno incontornável nos dias que correm. Estima-se que hajam hoje cerca de 60 milhões de webloggers activos em todo o mundo. As consequências que daí resultam, ou poderão resultar, deverão ser objecto da nossa reflexão.
Esta criação é uma das mais importantes revoluções democráticas silenciosas a que alguma vez se assistiu, dado ser possível difundirmos as nossas opiniões sem qualquer entrave ou restrição. Todos os que têm acesso aos meios informáticos necessários, podem expressar-se livremente como qualquer marinheiro num log (diário de bordo) onde descreve as suas façanhas, jornadas ou o que bem entender. Podemos dar-nos a conhecer melhor, podemos conhecer os outros melhor. Obriga-nos a estar atentos, a pensar, a observar, discutir, indagar, constituindo portanto um meio de exercício intelectual permanente. A escrita de opinião por exemplo é hoje difundida cada vez mais não nos meios convencionais existentes, mas sim nos blogs respectivos. Com a vantagem acrescida de acrescentar aos textos o que se entender a nível musical e fotográfico.
A proliferação de opinião é algo de extremamente necessário. A letargia social a que somos ditados por intuitos meramente comodistas tem agora e de forma invulgar a possibilidade de ser rebatida.
Em jeito de balanço, apesar de ser um neófito nestas andanças, surpreende-me o nível de adesão crescente de leitores e comentadores à “Província”. Desde já um muito obrigado.
Daqui lanço um apelo de participação a todos quanto conheço que tanto têm para dizer. Com as facilidades que hoje temos ao nosso alcance será de todo indesculpável que cruzemos os braços e fiquemos à espera que algo aconteça, que mude as nossas vidas!
Aliás lanço daqui um desafio bem mais particular. Onde estão os jovens advogados que estão descontentes com o seu tempo de estágio perfeitamente inusitado e absurdo? O nosso projecto foi esquecido? Da minha parte não. Aguardo as vossas reacções.