Terça-feira, Maio 8, 2007

Lisboa

Em Lisboa tudo está igual! Uma das maiores poucas-vergonhas que a política nacional alguma vez assistiu! Mas não haverá ninguém com a decência de se demitir imediatamente do seu cargo de vereador? Mas agora os senhores vereadores estão com medo de quem vai primeiro por recearem um eventual recuo dos outros? A oposição afinal o que quer? Não há candidatos neste momento disponíveis para uma disputa eleitoral? Lamentável no mínimo a posição de quem durante tanto tempo dizia que a CML não tinha condições para governar e agora fica de braços cruzados esperando a queda do Carmo e da Trindade.

Marques Mendes, refém da sua própria estratégia, fez o que podia neste caso. Apesar de concordar com a regra que se quis implementar, não por duvidar do princípio da presunção da inocência, mas, simplesmente por ter consciência do julgamento social que se faz em determinadas situações e consequentemente achar que a partir desse momento não se reúnem as condições necessárias para bem governar, é urgente clarificar os critérios de aplicação da retirada de confiança política nessas situações. Afinal basta ser arguido? E sendo, quais as situações que ditam a retirada de confiança política por parte do PSD, sim, porque não passa disso mesmo. Não há legitimidade legal para exogenamente condicionar o exercício político. A pensar…

E anda tudo preocupado com a Madeira! Eu proponho imediatamente a independência de Lisboa, já agora que a moda pegou.

Impressionante a sobranceria intelectual que ainda reina numa dita esquerda …

Publicado por Germano Amorim em 15:00:22 | Permalink | Sem Comentários »

Madeira

Na Madeira, o Dr. Jardim, de forma retumbante, mais uma vez, derrotou a oposição. Mas mais retumbante ainda foi a descida do PS no arquipélago! Como é possível? Afinal quem é estúpido? As inaugurações são bem o caso disso! Então se, ilegitimamente do ponto de vista ético, Jardim conseguiu fazer-se de convidado e aproveitar as inaugurações que ainda tinha por fazer, porque não fazer o PS o mesmo e nesse momento criticar esse mesmo aproveitamento? As obras não são de Jardim! São do povo da Madeira, no qual também se inclui Jardim! Aliás, o modelo de governação e intervenção de Jardim é claramente de esquerda e pelos vistos com excelentes resultados à vista. São simplesmente depois de Lisboa a região com maior riqueza per capita em Portugal.

 

Publicado por Germano Amorim em 14:59:00 | Permalink | Comentários (3)

França

As eleições em França, como previra, ditaram a vitória de Sarkozy. De destacar uma das maiores participações eleitorais das últimas décadas na Europa. Sinal de que a democracia está bem e recomenda-se, ou, talvez não? A eleição de Sarkozy tem agitado várias bandeiras contra a direita dos papões, segregacionistas, neoliberais e outros epítetos jeitosos que por aí se espalham! Essa fórmula não é nova e está completamente desgastada! Recordemos que a campanha contra Santana na CML foi recordar o fascismo! Que grande fascista nos sairia este Santana… Contra Cavaco idem aspas e por aí fora. Ou seja, tudo o que não seja de esquerda, que quer isto dizer nos dias que correm, partidos que não têm uma rosa ou um punho cerrado disfarçado e não são parte integrante da Internacional Socialista são todos uma cambada de malandros e impertinentes que até se julgam no direito de ir a eleições e com toda a ousadia ganhar! A culpa não é do povo, porque esses, coitados, são esclarecidos quando se vota nessa esquerda, mas, completamente ignorantes quando se vota naquela direita que se pinta! Não viram os esclarecimentos daqueles jovens pedagogos que, imediatamente a seguir ao anúncio dos resultados, resolveram virar uns carros, partir umas cenas e gritar umas palavras de ordem contra os fascistas que tinham chegado ao poder? Indubitáveis sinais de civismo e respeito pelo povo.

Há assuntos sérios que devemos discutir, entre os quais o futuro da Europa e a colocação geo-estratégica da França no panorama político mundial, principalmente no eventual alargamento da Turquia à U.E e a sua posição face aos E.U.A. As suas posições constituirão um recuo nos planos da U.E.? E o tratado europeu simplificado que se propõe afinal o que significa?

 

 

Publicado por Germano Amorim em 14:49:12 | Permalink | Comentários (9)