Tuesday, September 11, 2007

Uma hora

 

Uma hora nos separa.

Aquela a que te deitas mais cedo.

Apesar da hora ser mais tarde,

Eu protejo-te desse medo.

Dessa amarra que nos prende,

Na doce soltura das palavras,

Como uma forte garra que te leva pelas lavras

Desse mistério que é o tempo.

Esse tempo que nos separa,

Mas, que também o leva o vento

Quando te ouço, quando te vejo

E tu hesitas por instantes

Dizendo que tudo é estranho…

Persuado-te que não!

Tudo isso é normal!

Eu sei já que te amo

E, assim não vejo qualquer mal

Nesse doce cárcere

Em que estamos aprisionados…

Mil quilómetros nada distam

Quando nos sentimos libertados.

Uma hora nos separa…

Aquela a que te deitas mais tarde.

Eu aqui, espero por ti,

Esperando essa verdade

Que me vai alumiando.

Dexei há muito de ter medo…

Quero seguir esse caminho,

Movendo-me firme como portentoso rochedo

Que até esse, o tempo corrói,

Só a imensidão dos teus olhos

Essa sim, ninguém destrói!

Nem esta hora que nos separa

Que cada vez mais nos tem juntado.

Essa hora não vale nada!

Porque assim me sinto amado.

Uma hora nos tem juntado

1000 quilómetros estão tão perto…

Ficarei assim ao teu lado

Com meu sono leve, sempre desperto!

Não tenhas medo…

Dorme sem sobressaltos,

Foste feita mesmo assim

Para vôos muito mais altos!

Posted by Germano Amorim at 15:01:24 | Permalink | Comments (5)

Thursday, September 6, 2007

Tristeza…

Sou triste…

A minha alegria não me deixa mentir!

Porque a quem me assiste

Poucos o conseguirão sentir…

Mas mais vale a alegria no rosto

do que ser triste por gosto

Mais vale do que ter a cínica expressão da indiferença

Por se julgarem felizes!

Quem o é?

Que mo diga já!

Seguirei seus passos eternamente, feliz…

Colarei ao chão como forte raíz que sustenta a mais forte das árvores

Assim como os nossos sonhos que também não se vêem

Estes também estão lá!

Vão nos dando vontade de continuar,

Fazendo esquecer as angústias atormentadoras,

Repartidas por quem já não está cá

Que vimos partir sem dizer adeus

sem sequer sorrir…

Apenas a lembrança da felicidade que sentimos

Porque essa também lá está

Eterna e flutuante

Mas aos Homens chega apenas por instantes,

Que nos alimentam,

Tal como as raízes alimentam sua árvore

e nós não vemos…

Nem tudo se explica,

Nem assim é desejável!

Sinto saudade de quem soube ver melancolia

Misturada em sorrisos e profunda euforia.

Momentos… todos nós os sentimos

Isso faz de nós Humanos.

Por isso choramos, por isso sorrimos.

Odiamos com toda a força das nossas entranhas

Amamos das formas mais estranhas…

Sem percebermos porquê

Porque é suposto deixar o amor fluir

Por conseguir apagar a nossa intrínseca angústia

Como uma chuva que molha num deserto eterno

Porque sem amor a nossa vida seria um inferno!

Por ser triste…

Por nem sequer sabermos porque existe.

Mas animem e acreditem profundamente,

Só não está triste quem não sente!

  

P.S. Obrigado por veres mais longe. Sim, tu, Dona da Lua.

Posted by Germano Amorim at 19:28:28 | Permalink | Comments (1) »