Sexta-feira, Março 21, 2008

Poeta

O poeta…


O poeta é um ser inquieto.


Revolto por natureza


Verte tinta por extinto


Vergado sobre uma qualquer mesa.



Acompanhado de seus instrumentos que satisfazem seus pensamentos


Agarrado a um teclado


Numa soltura de movimentos


De rebeldia permanente


Numa eterna inquietude



O poeta…


Ser de mistério


De manifesta incompreensão


Agarra na caneta


Num frenesi em turbilhão



Descansa apenas quando já não há sequer descanso


Tem a noite por eterna companheira


De um negrume iluminado por estrelas eternas ou aparentes.


Dessa Irmã Lua,


Essa amante sempre nua…



O poeta…


É um contador


Alguém que descreve um estado de alma


Num pleno furor!


Que cria outros mundos



Faz renascer dos mais pensamentos profundos


Uma eterna ansiedade.


De uma sede insaciável


Inventa outras pessoas


Há procura de uma verdade.



O poeta…


É um ser.


Alguém que não pediu


Um dia para escrever.


Porém é seu fado



Aguentar essa saudade


Esperando eternamente


Enquanto a vida nos deixar


Ouvindo a música que podemos


Acreditando para sempre amar!

Publicado por Germano Amorim em 19:02:07
Comentários

3 Respostas

  1. Anónimo diz:

    Tu…o poeta,
    Que insistes na Lua, nua

    Escreves muito bem!

  2. Vanda diz:

    Há quem diga que sou louco
    Por amar quem me diz pouco…
    Pouco? Louco? Pouco Louco!
    Amar, amar como 1 louco,
    Quem, em muito pouco,
    Me deu tudo a conhecer
    Sem nada dizer!

    P.S. Já que falas em música, ouve isto
    http://www.myspace.com/theguttertwins
    Afinal ainda se faz boa música!

    Bj

  3. Anónimo diz:

    Esse poeta…que eu tanto amo!

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