Justiça a soldo

A notícia que correu esta semana acerca das declarações do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Mmo. Juiz Conselheiro Noronha do Nascimento deixara-me estarrecido. Dizia-me um amigo, na véspera, que o STJ faria 175 anos em jeito de entusiasmo. Nada melhor do que comemorar uma efeméride do que vir reclamar o vil metal. A afirmação de que o sistema remuneratório, que remonta a 1992, pode por em causa a qualidade e independência do trabalho dos mesmos é no mínimo preocupante e absolutamente aberrante.
A partir deste dia sabemos que a qualidade poderá estar posta em causa porque uma remuneração mensal superior a € 5000,00 mensais e outras regalias, não é garante de motivação para que se faça um trabalho de qualidade. Em segundo lugar, sabemos também que a independência das decisões judiciais está posta em causa. O mesmo quererá dizer que poderão estar dependentes de pressões exteriores que os levem a assumir posições “menos claras”. Será que isto é real? Será que podemos cometer o atrevimento de pensar que os Juízes Conselheiros estão sujeitos a cometer actos de corrupção? Será que seria isso que o Dr. Noronha de Nascimento quereria insinuar? Se assim for, qual será o montante remuneratório capaz de deixar os magistrados, sujeitos a essa pressão, a exercerem a sua soberania de forma totalmente independente? A mesma remuneração do Cristiano Ronaldo? Será que já não há ninguém que não seja capaz de exercer uma actividade profissional apenas por mera vocação? Será que julga que estamos convencidos que o salário que auferem não é mais do que suficiente para levar uma vida confortável e sem necessidade de terem qualquer tipo de preocupação financeira? Será que os magistrados também aparecerão como gestores de multinacionais? Será que abandonarão a sua actividade para aderirem às grandes sociedades de advogados que fazem escandalosos negócios com o Estado? Será que ninguém quer saber do que quererá afinal dizer isto? Será que ninguém compreende que se os juízes do STJ sentem tal, o que pensarão os magistrados com remunerações inferiores? O que pensarão os magistrados do Ministério Público, na maioria das vezes obrigados a lidar com essas pressões de forma directa? O que pensará o povo e um cidadão como eu? Que a corrupção está de tal forma instalada neste país que nem num Juiz do Supremo Tribunal de Justiça se pode confiar? O que pensarão os desgraçados dos advogados estagiários que nem um tostão de remuneração recebem?
Sabem o que eu penso? Que é bom ser um arguido influente neste país… A partir destas declarações torna-se tudo muito mais claro.
Não desanimemos por pensarmos que a Justiça bateu no mais profundo descrédito. Pode ser que um dia também nós sejamos indemnizados por algum motivo. Quem sabe até por termos nascido neste país. Quem sabe?
O Dr.fala muito e até escreve bem, mas na realidade só critica e não faz nada principalmente na sua terra. Não leve isto como uma critica, mas a verdade é para se dita.
Patriota
Olha-me este germano! quem es tu?
Patriota ou cobardota, este sim ficava-te bem ao menos assume aquilo que dizes.
Patriota,
Obrigado pelo elogio. Deixe-me que lhe diga que uma crítica nunca poderá ser levada a mal, porém, deverá ser fundamentada, o que não é manifestamente o caso.
Um contributo que o senhor poderia dar a esta terra era sair do anonimato. Geralmente o espaço escolhido pelos covardes.
Sou membro da Assembleia Municipal, Presidente do Conselho Fiscal do CAV, mesário da SCM de Arcos de Valdevez, membro da direcção do CRAV, membro da CPS do Psd local, membro da Comissão Alargada da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco e em todos estes locais não sou boca amordaçada e muito menos a mando de ninguém. Assumo o que penso através da minha escrita, o senhor assume o que é através do seu anonimato. Este espaço não tem qualquer tipo de censura por isso assuma-se e diga quais foram os seus últimos contributos sociais para Arcos de Valdevez.
O autor deste blogue,
Germano Amorim
Ilustre Amigo Nº1, não ligues para certos frustrados, ignora comentários de imberbes que comentam aqui, que morrem de inveja de ti.
Gostava que esse anónimo frustrado, senil e parasita se identificasse. Mas é um ser tão abjecto, um cientista da ignorância que nem mais comentários merece.
Uma pessoa não se deve de rebaixar a essa gentinha,porque essa gentinha invejosa, esquece-se de apreciar o que possui, esquece-se de viver porque passa a vida a observar, de soslaio, o que os outros alcançaram. São uns “azedos”, uns seres carregados de desgostos por não possuírem a prosperidade, a inteligência e fortuna alheias. É comum que alguém que seja bem sucedido, seja criativo, revele inteligência, ou vontade de fazer algo válido numa determinada área, venha a ser alvo de inveja destilada em forma de crítica sem sentido. Como o invejoso raramente faz algo digno de nota dedica-se a ruminar este sentir, só seu, até ao comentário jocoso surgir para repor o equilíbrio no seu espirito torturado pela angustiante “invejosíce”. O invejoso é um egoísta pois gostaria de ter a felicidade dos outros na suas mãos.
Devia haver vacina para a inveja e se possível obrigatória. Já agora, misturada com a vacina da raiva canina.
Grande Abraço Sempre Amigo, Companheiro Ilustre, Doutor Germano Amorim.