Thursday, September 6, 2007

Tristeza…

Sou triste…

A minha alegria não me deixa mentir!

Porque a quem me assiste

Poucos o conseguirão sentir…

Mas mais vale a alegria no rosto

do que ser triste por gosto

Mais vale do que ter a cínica expressão da indiferença

Por se julgarem felizes!

Quem o é?

Que mo diga já!

Seguirei seus passos eternamente, feliz…

Colarei ao chão como forte raíz que sustenta a mais forte das árvores

Assim como os nossos sonhos que também não se vêem

Estes também estão lá!

Vão nos dando vontade de continuar,

Fazendo esquecer as angústias atormentadoras,

Repartidas por quem já não está cá

Que vimos partir sem dizer adeus

sem sequer sorrir…

Apenas a lembrança da felicidade que sentimos

Porque essa também lá está

Eterna e flutuante

Mas aos Homens chega apenas por instantes,

Que nos alimentam,

Tal como as raízes alimentam sua árvore

e nós não vemos…

Nem tudo se explica,

Nem assim é desejável!

Sinto saudade de quem soube ver melancolia

Misturada em sorrisos e profunda euforia.

Momentos… todos nós os sentimos

Isso faz de nós Humanos.

Por isso choramos, por isso sorrimos.

Odiamos com toda a força das nossas entranhas

Amamos das formas mais estranhas…

Sem percebermos porquê

Porque é suposto deixar o amor fluir

Por conseguir apagar a nossa intrínseca angústia

Como uma chuva que molha num deserto eterno

Porque sem amor a nossa vida seria um inferno!

Por ser triste…

Por nem sequer sabermos porque existe.

Mas animem e acreditem profundamente,

Só não está triste quem não sente!

  

P.S. Obrigado por veres mais longe. Sim, tu, Dona da Lua.

Posted by Germano Amorim at 19:28:28 | Permalink | Comments (1) »